O problema
Dado de saúde é sensível pela LGPD. A ANPD não reconheceu nenhum país como adequado. Provedor americano está sujeito ao CLOUD Act onde quer que o dado esteja. Quem opera saúde pública hoje escolhe entre não usar IA e usar IA fora da lei.
Programa Aurora
Modelos de peso aberto e auditáveis, rodando em infraestrutura própria em território nacional, com governança pronta para a Resolução CFM 2.454/2026 e para a LGPD.
Construído pela Inova sobre vinte anos de operação em telecomunicações e atendimento de emergência pública.
Resumo executivo
Dado de saúde é sensível pela LGPD. A ANPD não reconheceu nenhum país como adequado. Provedor americano está sujeito ao CLOUD Act onde quer que o dado esteja. Quem opera saúde pública hoje escolhe entre não usar IA e usar IA fora da lei.
Infraestrutura de IA em território nacional, com modelos de peso aberto que podem ser auditados, governança embutida no produto e integração com a base instalada da Inova em ambiente hospitalar e de emergência.
A CFM 2.454/2026 entra em vigor em 26 de agosto de 2026 e obriga toda instituição de saúde a ter governança documentada de IA. O Ministério da Saúde habilitou 398 soluções no banco do SUS Digital e prepara editais de aquisição ainda em 2026.
R$ 180 mil para provar em 90 dias, sem comprar equipamento. R$ 848 mil a R$ 1,21 milhão para o núcleo de produção, liberado só depois da prova.
Por que agora
Não é uma aposta em tendência. São quatro fatos com data.
A Resolução CFM nº 2.454/2026, publicada em 27 de fevereiro de 2026, é o primeiro marco regulatório nacional de IA na medicina. Passa a exigir de toda instituição de saúde avaliação prévia de risco algorítmico, Comissão de IA e Telemedicina sob coordenação médica, registro em prontuário, conformidade estrita com a LGPD e transparência ao paciente. A decisão final é sempre do médico.
Não é obstáculo para a Aurora. É o que cria a demanda.
Fonte: CFM — Resolução 2.454/2026 normatiza uso da IA na medicina
A LGPD classifica dado de saúde como sensível (Art. 11) e condiciona transferência internacional a garantias específicas (Art. 33). A Resolução CD/ANPD nº 19/2024 tornou obrigatórias as cláusulas-padrão contratuais. E a ANPD não emitiu decisão de adequação para nenhum país.
Fonte: ANPD — Transferência internacional de dados e cláusulas-padrão (Res. 19/2024)
Perguntado se podia garantir sob juramento que dados de cidadãos franceses hospedados na nuvem da empresa jamais seriam entregues a autoridades americanas sem aval francês, o diretor jurídico da Microsoft França respondeu: « Non, je ne peux pas le garantir. » O regime é o mesmo no Brasil.
Provedor americano responde ao CLOUD Act onde quer que o dado esteja.
Fonte: The Register — executivo da Microsoft admite que não pode garantir soberania de dados
O governo federal construiu a Nuvem de Governo com Serpro e Dataprev sobre três pilares declarados: soberania de dados, operacional e tecnológica. Em paralelo, o REDATA prevê R$ 5,2 bilhões em incentivo para 2026, suspendendo Imposto de Importação, IPI, PIS/Pasep e Cofins na aquisição de bens de tecnologia da informação.
O país está pagando para que a infraestrutura de dados seja construída aqui.
O que a Aurora não afirma. O PL 2338/2023, marco legal da IA, foi aprovado no Senado em 10/12/2024 e teve votação pautada na Câmara para 27/05/2026, mas ainda não é lei. A Aurora projeta a arquitetura para atender o modelo de classificação por risco quando ele vier — e não vende conformidade com norma inexistente.
Mercado
A Rede Nacional de Dados em Saúde acumula 4,7 bilhões de registros, com crescimento superior a 400% desde 2023. O Ministério da Saúde desativou 100 milhões de cartões SUS duplicados e alinhou o identificador do paciente ao CPF em 40 sistemas. O problema do SUS deixou de ser falta de dado.
O Chamamento Público nº 01/2026 da SEIDIGI montou o banco de soluções do SUS Digital: de quase mil inscritos, 398 foram habilitados — 273 deles com inteligência artificial. A etapa seguinte, declarada pela secretaria de saúde digital, é edital específico de aquisição, ainda em 2026.
Fonte: Chamamento Público nº 01/2026 — SEIDIGI/Ministério da Saúde
O PBIA prevê R$ 23,03 bilhões entre 2024 e 2028, com R$ 435 milhões em ações de impacto imediato — 22% delas, cerca de R$ 98 milhões, destinados à saúde. Somam-se a chamada FIP-IA do BNDES e da Finep, de até R$ 205 milhões, e o edital do MCTI de R$ 300 milhões, ambos de abril de 2026.
Em 2024 as healthtechs brasileiras movimentaram R$ 799 milhões em 40 rodadas, e o Brasil concentrou 64,8% de todo o capital investido em saúde digital na América Latina entre 2020 e 2024. Corporate ventures ativos incluem Einstein com Arava (R$ 140 milhões) e Kortex, de Fleury e Sabin (R$ 200 milhões).
A Inova
A Aurora não nasce de uma apresentação. Nasce de operação.
Em 3 de setembro de 2019 a Inova apresentou o Projeto Aurora ao Hospital de Base de Brasília: comunicação unificada integrando farmácia, segurança, armazenamento, controle de acesso e gestão, com integração ao SIS-HBDF, prontuário em tempo real e telemedicina. Aquele projeto já tratava de LGPD antes de a lei entrar em vigor, com criptografia obrigatória de voz, dados e imagem e zonas de segurança.
A Aurora de 2026 é a continuação direta daquele trabalho.
Controle de acesso e segurança integrados a sistemas hospitalares — MV, Tasy, Apdata, RM Labore — em Hospital BP, AACD, Felício Rocho, Hospital dos Fornecedores de Cana de Piracicaba, GRAACC, Hospital Moriah e Unimed Campo Grande. Dezenas de milhares de usuários, centenas de portas controladas, integração com CFTV, central de incêndio, ERP e RH.
Integração com sistema hospitalar de produção não se aprende em laboratório.
A Inova opera sistemas de atendimento e telecomunicações para o setor público, incluindo o segmento de atendimento móvel de urgência. Conhece o fluxo real de uma central de regulação: a chamada, a triagem, o despacho, o registro, a auditoria.
Fornecedor que nunca ouviu uma chamada de emergência não sabe onde a IA atrapalha.
Servidores, rede, repositório interno, borda em CDN, entrega contínua e gestão de segredo em hardware, com disciplina de publicação estabelecida e certificações em vigor.
A Aurora acrescenta GPU a uma operação que já existe, em vez de criar uma do zero.
Produto
Não é um catálogo de produtos soltos. É uma linha única, da ingestão do dado à tela do operador.
Coleta e integração de dado de saúde de fonte heterogênea: sistemas hospitalares, prontuário eletrônico, gravação de atendimento, telemetria de operação. Conectores HL7 e FHIR, alinhamento com a RNDS, ingestão contínua e em lote, com linhagem registrada desde a origem.
Validação, limpeza, deduplicação, desidentificação e enriquecimento. Detecção de anomalia, marcação com terminologia oficial (CID, DeCS, CIAP), controle de qualidade e versionamento de conjunto de dados. Nada entra em modelo sem base legal declarada e finalidade registrada.
Inferência e ajuste fino de modelos de peso aberto em hardware próprio, com LoRA para vocabulário clínico e de emergência em português brasileiro. Avaliação objetiva contra benchmark público, inclusive o ClinicalBr — 2.892 relatos de caso brasileiros reais, de 28 periódicos do SciELO, em 18 especialidades. A arquitetura é agnóstica de modelo: trocar o motor é configuração, não reescrita.
Transcrição de atendimento, apoio à triagem, copiloto do regulador, análise de padrão e demanda, painel de indicadores. Cada uma com limite declarado e registro auditável de ponta a ponta.
| Aplicação | O que faz | O que não faz |
|---|---|---|
| Transcrição de atendimento | Documentação automática da chamada, com registro auditável | Não interpreta clinicamente sozinha |
| Apoio à triagem | Sugere prioridade a partir do protocolo vigente, destacando sinal de alerta | Não classifica sozinha; o regulador decide |
| Copiloto do regulador | Recupera protocolo, checklist e histórico em tempo real durante o atendimento | Não fala com o paciente nem substitui o profissional |
| Análise de padrão e demanda | Identifica pico, sazonalidade e pressão sobre recurso, para planejamento | Não é previsão epidemiológica certificada |
| Painel de indicadores | Consolida métrica operacional e de gestão com dado rastreável | Não substitui sistema de informação oficial |
Limite declarado, não escondido. A Aurora apoia decisão. Não diagnostica, não prescreve, não emite laudo e não substitui médico regulador. É exatamente o que a Resolução CFM 2.454/2026 exige — e é o que faz o produto ser vendável a órgão público.
Arquitetura
Capacidade para servir simultaneamente transcrição em tempo real, triagem, copiloto e recuperação de protocolo — e, em turno de lote, executar modelo de fronteira de peso aberto com contexto de até um milhão de tokens para síntese de corpo normativo e análise retrospectiva.
Bases públicas do SUS: mortalidade, internação, notificação compulsória, produção ambulatorial
Periódicos científicos brasileiros em acesso aberto
Literatura em ciências da saúde da América Latina e Caribe, bem público coordenado por BIREME/OPAS/OMS
Protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas oficiais
Vocabulário controlado e classificação
Apenas sob contrato, com base legal LGPD explícita, minimização e finalidade declarada
Cada fonte passa por análise de licença antes de entrar em pipeline de treino: acesso aberto para leitura não é licença para treinamento. A Aurora usa apenas acervo com licença verificada — material de origem irregular ou sob litígio de direito autoral está fora do escopo, por decisão de projeto.
Investimento
Roda no hardware que a Inova já tem
Liberada após a Fase 0
Liberada somente contra três critérios verificáveis
de custo de operação na Fase 1, sendo R$ 180 mil de equipe dedicada — a maior linha.
de custo total de propriedade em cinco anos.
Sobre o custo comparado à nuvem. O argumento primário da Aurora é jurídico, não financeiro: a nuvem estrangeira barata é exatamente a que o cliente de saúde pública não pode usar. No financeiro, a conta é honesta — contra hyperscaler, a única alternativa que um órgão público consideraria, a Aurora fica mais barata acima de aproximadamente 24% de utilização. Contra provedor especializado estrangeiro, só empata com a máquina quase saturada.
Modelo de receita
| Linha | Natureza | Descrição |
|---|---|---|
| Assinatura por central atendida | Recorrente | Plataforma, modelos, atualização e SLA por central de regulação ou unidade |
| Sustentação e governança | Recorrente | Manutenção da documentação de conformidade, reavaliação de risco algorítmico, auditoria |
| Implantação e integração | Projeto | Conexão com sistema legado, migração, treinamento de equipe |
| Curadoria e ajuste de modelo | Projeto | Ajuste fino para vocabulário e protocolo específicos do contratante |
A meta que sustenta o investimento é chegar a receita recorrente anual da ordem de R$ 500 mil a R$ 800 mil até o ano 3 — o que corresponde a três a seis contratos de porte médio.
Declaração honesta de estágio. Não há contrato assinado. Qualquer projeção nominal aqui seria hipótese apresentada como fato. O que existe é: canal de compra aberto e documentado, base instalada em ambiente hospitalar e uma estrutura de fases que só libera capital contra marco verificável.
Cronograma
Riscos
| Risco | Como é tratado |
|---|---|
| Ciclo de venda pública é longo | O ano 1 não depende de licitação: entrada por chamamento público, dispensa de baixo valor, parceria com integrador já contratado e cliente privado |
| Câmbio | Cerca de 60% do CAPEX é dolarizado. O orçamento trabalha com faixa, não número único, e a cotação é revalidada antes de cada envio |
| Regime tributário | O enquadramento no REDATA vale cerca de R$ 225 mil na Fase 1 e não é automático. Parecer tributário é gate anterior ao pedido de compra |
| Utilização baixa | Abaixo de cerca de 24% de uso, a máquina vira passivo. Capacidade excedente ofertada a terceiros dentro do mesmo escopo de conformidade |
| Dependência de pessoa-chave | Risco real. Operação documentada desde a Fase 0; segundo engenheiro de MLOps contratado antes da Fase 2 |
| Modelo envelhece rápido | Arquitetura agnóstica de modelo por projeto. A Aurora nunca é vendida como "usa o modelo X" |
| Responsabilidade por erro assistido | Escopo declarado de apoio, decisão sempre do profissional, log completo e auditável, nenhum caso de uso autônomo na Fase 1 |
| Viés e equidade | Avaliação estratificada por região e perfil, com limitação publicada — não escondida |
O pedido
Entrada em rodada estruturada por fases, com R$ 180 mil liberando a prova técnica e o cheque principal condicionado a marco verificável. Ativo: infraestrutura proprietária em território nacional, num mercado em que a conformidade é barreira de entrada regulatória, não apenas competitiva.
Aderência direta ao eixo de saúde do PBIA, ao programa SUS Digital e à política de soberania digital. Contrapartida de infraestrutura instalada em território nacional, com métrica pública e corpus legal auditável. Elegível como tese de portfólio do FIP-IA e como proposta ao edital de tecnologias digitais avançadas do MCTI.
Capital e canal em troca de participação, com a Inova entregando engenharia, operação e a base instalada em ambiente hospitalar e de emergência. Time-to-revenue reduzido por partir de relacionamento existente, não de prospecção fria.
Fornecedor com infraestrutura em território nacional, modelo auditável, governança compatível com a CFM 2.454/2026 desde o primeiro dia e base instalada comprovada em hospital de referência. Disponível para demonstração técnica e prova de conceito antes de qualquer compromisso.
Uma conversa de trinta minutos e uma demonstração técnica. A Fase 0 existe para que ninguém precise acreditar em promessa: em 90 dias há prova executável, avaliação objetiva contra benchmark público e documentação de conformidade pronta para auditoria.
Verificação
Todo número deste dossiê tem origem declarada. Confiança alta é fonte primária — órgão, diário oficial ou edital; média é imprensa especializada ou consultoria; baixa é estimativa de mercado, usada sempre com ressalva no texto.
Inova Comunicações Inteligentes — Brasília, DF
Telefone: +55 (61) 3274-7010
E-mail: [email protected]
Site: www.inova.in · ai.inova.in
Documento de apresentação institucional. Os valores de investimento são estimativas de engenharia de julho de 2026, sujeitas a cotação formal, câmbio (US$ 1 = R$ 5,0746 (31/07/2026)) e regime tributário aplicável. As fontes de cada afirmação numérica estão registradas e são disponibilizadas mediante solicitação.
Referência: julho de 2026. As fontes de cada afirmação numérica estão registradas e são disponibilizadas mediante solicitação.